Dizem que é preciso coragem para contar a própria história.
Eu digo que é preciso amor — amor por quem somos, mesmo quando o mundo insiste em dizer que não há lugar para nós.
A minha vida foi sofrimento desde cedo. A infância deixou cicatrizes profundas, muitas delas ainda mal curadas. Pessoas com quem cresci, praticamente de berço, afastaram-se de mim como se tivesse uma doença contagiosa. Tinham vergonha de serem vistas comigo — preferiam fingir que eu não existia.




