13 janeiro, 2026

Spa Caseiro: Um Ritual Simples de Autocuidado, Mesmo com Pouco


Antes de mais, peço-vos desculpa por ter falhado com o post de sexta-feira. O ano começou por trazer uma notícia que nos abalou profundamente e, no meio de tudo, o blog acabou por ficar em segundo plano. Não é comigo, não é com o Francisco. Com o tempo, quando puder, partilharei convosco. Até lá, fica em silêncio. Obrigada pela compreensão e pelo carinho de sempre.

O post de hoje marca um pequeno desvio do habitual. É um novo nicho por aqui e sei que não será do interesse de todos, especialmente do público masculino. Ainda assim, é um tema que gosto muito e que, durante alguns anos, fui deixando de lado — não só de falar, mas também de praticar em mim mesma. Agora faz sentido regressar. Um dos objetivos de ter uma assistente pessoal não é apenas garantir apoio à vida independente, mas também voltar a fazer coisas que nos fazem sentir bem.

06 janeiro, 2026

Janeiro Branco: Vozes que Não se Calam

Um dos meus objetivos para 2026 é continuar a escrever no blog, mas também tornar alguns dos posts em áudio, para quem não gostar de ler ou não tem tempo para o fazer. Recorro à ajuda da inteligência artificial para a narração, porque sou portadora da Ataxia de Friedrich, que também afeta a dicção, e desta forma consigo garantir que todos me entenderão. Não vou tornar todos os posts em áudio, apenas os mais importantes ou de escrita criativa, aqueles que guardam um pedaço do coração e da alma.

02 janeiro, 2026

Janeiro e os Começos


O início de um novo ano traz sempre consigo um sopro de renovação. Janeiro chega com a sua luz suave, os dias ainda curtos, mas com a promessa de possibilidades infinitas. O frio convida ao aconchego, aos cantinhos de leitura, às velas perfumadas que acalmam a mente e aquecem a alma. É tempo de refletir, de inspirar e de colocar cada pensamento no lugar certo, sem pressa, apenas com atenção e carinho por nós mesmos.

30 dezembro, 2025

Retrospectiva 2025


2025 está a chegar ao fim, preso apenas por um fio ténue de dias, e como faço todos os anos — e como muitos de nós fazem — sinto a necessidade de parar e olhar para trás. Não por nostalgia vazia, mas por necessidade de compreender. Este exercício de balanço ajuda-me a perceber onde estive, quem fui e, sobretudo, quem me tornei. Não vou mentir: 2025 não foi um ano fácil. Mas também não foi um ano perdido. Aliás, olhando com honestidade, posso dizer que, desde 2020, este acabou por ser o melhor dentro do possível. Nada supera o facto de ter engravidado em 2020, o nascimento do meu filho em 2021 e cada segundo da sua vida desde então — isso é intocável, é o meu milagre maior. Mas fora esse amor absoluto, este ano trouxe-me aprendizagens duras, sim, mas também vitórias silenciosas que merecem ser reconhecidas.

Não foi o ano que eu idealizei, mas foi o ano que Deus planeou para mim. E isso, com o tempo, aprende-se a aceitar. No meio de um mundo cada vez mais instável, e de um Portugal cansado, desgastado e socialmente desigual, dou graças por conseguir viver com dignidade dentro das minhas limitações. Dou graças pelo meu filho, pelos meus pais, pelas pessoas que permanecem e por aquelas que, mesmo à distância, continuam presentes. Nem tudo correu bem, mas nem tudo correu mal — e isso, por si só, já é motivo de gratidão.

24 dezembro, 2025

★ Dia 24 — Para Ti, que Estás a Ler



Chegámos ao último dia deste calendário feito de palavras, memórias e coração.

Hoje, não venho contar histórias.
Hoje, só te quero desejar um Natal cheio do que realmente importa:
Afeto, presença, paz no peito e alguma leveza nos ombros.