Há quatro anos, o mundo parou. Não foi apenas um conflito geopolítico, não foi apenas uma manchete que abriu telejornais durante semanas. Foi um rasgo na humanidade. Foi o momento em que percebemos, outra vez, que a paz nunca é garantida e que aquilo que tomamos como certo pode desfazer-se em horas.
De repente, vimos famílias a atravessar fronteiras com o essencial nas mãos. Vimos crianças a despedirem-se dos pais sem saber quando voltariam a abraçá-los. Vimos cidades que eram lar transformadas em ruínas. E o mais duro de tudo é que, passados quatro anos, já não nos espantamos com a mesma intensidade. O perigo maior não é apenas a guerra — é habituarmo-nos a ela.





