Dizem que as estações do ano mudam devagar. Mas eu acho que algumas despedidas acontecem tão silenciosamente que quase nem damos por elas.
Numa pequena casa rodeada de flores silvestres e árvores antigas, vivia a Dona Primavera. Tinha mãos delicadas, cheiro a ervas frescas e uma voz calma que parecia vento leve nas manhãs de abril. Passava os dias a cuidar dos jardins, a acordar flores adormecidas e a ensinar os pássaros a regressarem depois do inverno.











