Faz hoje cinco anos que o meu irmão partiu. Cinco anos. Escrever isto ainda me custa, porque há dores que não se acomodam, apenas aprendem a existir connosco. Dizem que o tempo ajuda. Não cura, mas ensina-nos a respirar outra vez, mesmo quando o peito continua pesado. Ensina-nos a viver com a ausência, a fazer silêncio quando a saudade fala mais alto.
