Olá, queridas almas. 💛
Há pessoas que deixam marcas tão profundas na nossa vida que o tempo nunca consegue apagá-las. Os avós são, para muitos de nós, esse porto de abrigo onde cabem os mimos, os conselhos, as histórias repetidas vezes sem conta e um amor que parece não conhecer limites. No Dia dos Avós, é impossível não olhar para trás e pensar naqueles que fizeram parte da nossa história e na forma como continuam presentes, mesmo quando já partiram.
A minha história com os avós foi, infelizmente, mais curta do que eu gostaria. Perdi os meus avós maternos quando tinha apenas dois anos. As memórias que guardo deles não são minhas, mas sim as que a minha família foi preservando ao longo dos anos. Cresci a conhecer-lhes os rostos através das fotografias e a descobrir quem eram pelas histórias que me contavam. Mais tarde, aos seis anos, despedi-me da minha avó paterna. Ainda hoje recordo o carinho que transmitia e a falta que deixou. O meu avô paterno acompanhou-me durante mais tempo e foi apenas aos dezasseis anos que a vida me obrigou a dizer-lhe adeus. Cada perda aconteceu numa fase diferente da minha vida, mas todas me ensinaram que o amor não desaparece quando alguém parte.
Talvez por isso olhe para o Francisco com um misto de alegria e gratidão. O meu filho não teve a oportunidade de conhecer os avós paternos, que partiram antes de ele nascer. É uma ausência que nunca poderá ser preenchida e que, por vezes, me faz pensar em tudo aquilo que eles gostariam de ter vivido ao lado do neto. Mas, ao mesmo tempo, sinto uma enorme felicidade por ele poder crescer rodeado pelo amor dos avós maternos. Vê-los brincar, conversar, rir e criar memórias juntos é um privilégio que nem todas as crianças têm. E eu sei, melhor do que muitos, o valor que esses momentos terão quando ele for adulto.
Os avós têm uma forma muito própria de amar. São eles que tantas vezes têm tempo para ouvir, paciência para ensinar e disponibilidade para estar simplesmente presentes. São guardiões das tradições, das receitas que passam de geração em geração, das histórias da família e dos pequenos gestos que acabam por se transformar nas maiores recordações. Num mundo onde tudo acontece tão depressa, os avós lembram-nos da importância de abrandar e de aproveitar o que realmente importa.
Hoje, quero deixar também uma palavra para quem, como eu, já não pode dar um abraço aos seus avós. A saudade nunca desaparece completamente, mas o amor continua vivo em tudo aquilo que eles nos ensinaram. Está nos valores que levamos connosco, na forma como educamos os nossos filhos, nas tradições que fazemos questão de manter e nas histórias que continuamos a contar para que nunca sejam esquecidos.
Neste Dia dos Avós, que se comemora no Domingo 26 de julho, se ainda tens a felicidade de os ter contigo, aproveita cada instante. Faz uma visita, telefona, dá um abraço demorado ou simplesmente senta-te ao lado deles a conversar. Um dia, essas pequenas coisas serão os maiores tesouros da tua memória.
E, para todos os avós, estejam connosco ou já vivam na eternidade, o meu mais sincero obrigado. Obrigado por cada colo, por cada palavra de incentivo, por cada sacrifício silencioso e por todo o amor que ajudou a construir quem hoje somos.
Feliz Dia dos Avós. Que Deus abençoe todos os que têm o privilégio de exercer este papel tão bonito e conforte o coração de quem hoje os recorda com saudade.
──────────────────────────────
🌿
Escrito com alma e carinho,
💛 Daniela Silva
Autora do Alma Leve
© Daniela Silva, 2026.
Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste conteúdo sem autorização da autora.

Sem comentários:
Enviar um comentário