13 julho, 2026

Não Gostar Também É Um Direito

Olá, queridas almas. 💛

Antes de começares a ler este texto, quero pedir-te apenas uma coisa: respeito. Da mesma forma que respeito quem admira o Cristiano Ronaldo, gostava que também fosse respeitada por pensar de forma diferente. Ao longo dos anos, já fui insultada mais do que uma vez apenas por dizer que não sou sua fã. Nunca percebi porquê. Não somos obrigados a gostar todos das mesmas pessoas, nem a ter as mesmas opiniões. E isso não faz de ninguém melhor ou pior.

Quero deixar claro que reconheço o talento do Cristiano Ronaldo. Seria injusto da minha parte negar aquilo que é evidente. É um dos melhores jogadores da história do futebol e isso faz parte dos factos. Tenho orgulho sempre que a Seleção Nacional entra em campo e desejo que Portugal vença, independentemente de quem marca os golos. Apoiar Portugal nunca esteve em causa.

No início da carreira dele, eu própria gostava muito dele. Lembro-me de acompanhar os jogos e de acreditar que estava ali um jovem com um futuro brilhante. No entanto, houve momentos que me fizeram mudar de opinião. Recordo-me de uma reportagem em que visitou um hospital e a forma como reagiu a duas jovens que procuravam apenas um autógrafo deixou-me desconfortável. Talvez outras pessoas tenham interpretado a situação de outra maneira, mas eu senti que faltou empatia. E foi aí que comecei a deixar de o ver como um ídolo.

Mais tarde, outras entrevistas e reportagens reforçaram essa sensação. Lembro-me de o ouvir falar de alguns bens materiais de uma forma que, para mim, soou distante da realidade da maioria das pessoas. Posso estar errada na minha interpretação, mas senti que a humildade que tanto valorizo já não estava tão presente. E talvez seja precisamente isso que me impede de criar admiração. Para mim, o carácter pesa tanto como o talento.

Há outra coisa que sempre me fez confusão. Muitas vezes parece que a Seleção Nacional é apresentada como se fosse apenas um jogador. Quantas vezes ouvimos expressões como "Ronaldo e companhia"? Mas quando Portugal perde, a responsabilidade já é de todos. Nunca achei isso justo. O futebol é um desporto coletivo. Há treinadores, há uma equipa técnica e há vinte e três jogadores que trabalham para o mesmo objetivo. Todos merecem reconhecimento, tanto nas vitórias como nas derrotas.

Escrevo este texto porque acredito que vivemos numa altura em que parece obrigatório escolher um lado. Ou és fã incondicional ou és automaticamente considerado um hater. Eu não me revejo em nenhum desses extremos. Simplesmente não admiro a pessoa, embora respeite o atleta e reconheça tudo aquilo que conquistou dentro de campo.

No fim de contas, isto vai muito além do futebol. Cada um de nós tem o direito de admirar ou não uma figura pública. O importante é que essa diferença de opiniões nunca se transforme em falta de respeito. Podemos discordar, conversar e até debater ideias sem recorrer a insultos ou ofensas.

E termino com um pensamento que faz parte da minha forma de viver: podemos admirar muitas pessoas ao longo da vida, mas adorar, no verdadeiro sentido da palavra, só a Deus. É Ele quem merece ocupar o primeiro lugar no nosso coração.

Escrito com alma e carinho,

Daniela Silva 💛

© 2026 Daniela Silva - Todos os direitos reservados.

1 comentário:

  1. No essencial, penso como a Daniela.
    Ronaldo tem coisas boas e más. Como toda a gente, de resto. E uma das coisas mais negativas é a ausência de humildade que por vezes é evidente. E há também um certo egoísmo latente que não escapa ao bom observador. Por exemplo, ele fica mais contente na derrota desde que marque golos do que na vitória sem golos dele.
    Boa semana minha amiga.
    Um abraço.

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