Olá, queridas almas 💛
Há notícias que nos atravessam de uma forma difícil de explicar. Mesmo quando não conhecemos pessoalmente quem parte, há vidas que, de alguma maneira, acabam por fazer parte da nossa história. Seja através do desporto, das conquistas, das entrevistas ou simplesmente da presença constante no nosso dia a dia.
Passou um ano desde a trágica partida de Diogo Jota e do seu irmão, André Silva.
Um ano.
Parece muito tempo, mas acredito que, para quem os amava verdadeiramente, o tempo não apaga a saudade. Apenas ensina a viver com ela.
Sempre que acontece uma tragédia como esta, lembro-me de como a vida é frágil. Fazemos planos para amanhã, para o próximo mês ou para daqui a uns anos, sem imaginar que, por vezes, tudo pode mudar num instante. É uma realidade dura, mas também um convite a valorizarmos mais o presente, as pessoas que amamos e as palavras que ainda temos oportunidade de dizer.
Mais do que recordar dois atletas ou duas figuras públicas, hoje penso numa família que perdeu dois filhos, em amigos que perderam companheiros de vida, numa esposa que perdeu o homem com quem sonhava envelhecer e em crianças que crescerão com memórias, fotografias e histórias contadas por quem mais os amou.
Não consigo sequer imaginar o peso dessa dor.
Vivemos num mundo onde, muitas vezes, as notícias passam depressa. Hoje fala-se de um assunto, amanhã já estamos preocupados com outro. Mas o luto não funciona assim. Para quem fica, não existe um prazo para deixar de sentir falta. Há datas que continuam a doer, aniversários que deixam um vazio maior, músicas que fazem voltar as lágrimas e pequenos momentos que recordam quem já não está.
Talvez seja por isso que acho importante continuar a lembrar. Não para alimentar a tristeza, mas para honrar a memória de quem partiu e reconhecer que cada vida deixa uma marca no coração de alguém.
Esta tragédia também me fez refletir sobre outra coisa: quantas vezes adiamos um abraço, uma visita ou um telefonema porque acreditamos que haverá sempre outro dia? A verdade é que ninguém de nós conhece o amanhã. E talvez por isso devêssemos dizer mais vezes "gosto de ti", pedir desculpa quando erramos, agradecer mais e amar sem tanta pressa.
A vida não se mede apenas pelos anos que vivemos, mas pelo amor que deixamos nas pessoas que cruzam o nosso caminho.
Hoje, o meu pensamento vai para a família de Diogo Jota e André Silva. Que Deus continue a dar-lhes força para enfrentarem uma ausência que nenhuma palavra consegue preencher. E que encontrem, mesmo no meio da saudade, algum conforto nas memórias bonitas que construíram juntos.
Que este primeiro ano seja também um lembrete para todos nós: a vida é um presente demasiado precioso para ser vivido à espera de um momento perfeito.
Abraça mais.
Perdoa mais.
Ama mais.
Porque nunca sabemos quando um "até amanhã" pode transformar-se num adeus.
Escrito com alma e carinho,Daniela Silva 💛
© Daniela Silva, 2026.


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