15 junho, 2026

O Lado da Mateenidade que Ninguém Conta

 
Olá, queridas almas 💛

Ser mãe nunca é fácil. Acho que qualquer mulher que viva a maternidade de forma real sabe isso no silêncio dos dias mais cansativos, nas noites mal dormidas, nas preocupações constantes e naquela sensação de que o coração deixou de viver dentro do peito para passar a andar no corpo de outra pessoa. Mas se já não é simples para uma mãe típica, então menos fácil ainda se torna quando falamos de maternidade atípica.

E talvez seja precisamente sobre isso que hoje sinto vontade de escrever. Sem filtros. Sem romantizar demais. Mas também sem vitimização, porque apesar de todas as dificuldades, eu continuo profundamente grata pela oportunidade de ser mãe. Desde que me lembro de mim própria que sonhava com isto. Muito antes de imaginar como seria a minha vida adulta, já imaginava um filho. Já imaginava amor, colo, presença e aquele vínculo inexplicável que só uma mãe entende verdadeiramente.

Ao longo do caminho apareceram desafios que eu nunca poderia prever totalmente. Alguns deles ainda recentes. Alguns deles emocionalmente difíceis. Felizmente, com a graça de Deus, conseguimos resolver a situação complicada que andávamos a atravessar, mas isso ficará para outro post, porque há feridas que ainda precisam de um pouco mais de tempo até conseguirem transformar-se em palavras.

Mas hoje quero falar daquilo que muitas vezes ninguém vê.

Existe uma ideia muito limitada sobre o que define uma “boa mãe”. Como se a maternidade pudesse ser medida apenas pelas tarefas físicas que se conseguem ou não fazer. E talvez por isso existam momentos em que sinto que certas pessoas olham para mim como se eu fosse “menos mãe” por ser cadeirante. Porque não fui eu quem deu banho. Porque não fui eu quem mudou fraldas. Porque precisei de ajuda em algumas tarefas práticas.

Só que maternidade nunca foi apenas isso.

Ser mãe é presença. É amor. É cuidado emocional. É acordar preocupada. É conhecer o filho pelo olhar. É sentir quando algo não está bem antes mesmo de ele falar. É dar colo mesmo sem pegar ao colo da forma tradicional que as pessoas imaginam. É estar. E eu estou. Todos os dias.

Posso não fazer tudo da maneira considerada “normal”, mas amo o meu filho de forma inteira. Completa. Absoluta. E sinceramente? Sinto-me mãe a 100%, mesmo que nem toda a gente reconheça isso.

Dou aquilo que considero essencial: amor, carinho, atenção, proteção e presença constante. Estou nos medos, nas conquistas, nas rotinas, nas conversas, nas preocupações e nos sonhos dele. E no fundo, é isso que verdadeiramente constrói uma infância segura. Não é a perfeição. Não é a aparência de maternidade perfeita das redes sociais. É o amor vivido no dia a dia.

Também não tenho uma vida financeira fácil. E não tenho vergonha nenhuma de o dizer. Mas uma coisa posso afirmar de consciência tranquila: ao meu filho nunca faltou o essencial. Nunca faltou alimentação, roupa, calçado, materiais escolares, brinquedos, carinho ou dignidade. E quem é mãe sabe quantas vezes fazemos milagres silenciosos para garantir isso aos nossos filhos. Quantas vezes abdicamos de nós para que eles tenham aquilo de que precisam.

A maternidade traz um peso emocional enorme, mesmo quando existe amor. Porque amar um filho também significa viver constantemente com medo de falhar, medo do futuro, medo do sofrimento deles e até medo da forma como o mundo os irá tratar. E no caso das mães atípicas, existe ainda outra camada de pressão: a necessidade constante de provar capacidade. Como se tivéssemos de demonstrar o dobro para receber metade do reconhecimento.

Há dias cansativos. Dias em que o corpo dói. Dias em que a mente fica exausta. Dias em que sentimos culpa por não conseguir fazer mais. Mas depois existem aqueles momentos pequenos que curam tudo outra vez. Um abraço. Um sorriso. Um “amo-te mãe”. E de repente percebemos que talvez este amor seja mesmo a maior força que existe dentro de nós.

Não sou uma mãe perfeita. Nem quero ser. Sou apenas uma mãe real. Uma mãe que luta todos os dias, que sente medo, que se cansa, que às vezes chora em silêncio, mas que ama o filho acima de tudo. E talvez seja exatamente isso que tantas mães precisem de ouvir: não existe apenas uma forma válida de ser mãe.

Existe amor. E quando esse amor é verdadeiro, ele encontra sempre maneira de chegar aos filhos.

Escrito com alma e carinho,
💛 Daniela Silva

© Daniela Silva, 2026.

2 comentários:

  1. Falou lindamente o que toda a humanidade precisa saber. Mãe é o maior ato de Deus.

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  2. Sim! Concordo com você. Ser mãe é uma dádiva divina.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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