31 janeiro, 2026

Blog | Post Número 100


Chegar aos 100 textos não foi um objetivo traçado, nem uma meta assinalada no calendário. Aconteceu como tantas coisas importantes da vida: com constância silenciosa, tropeços pelo meio e uma vontade persistente de continuar, mesmo quando não era fácil. Este número não é um troféu. É um marco. Um lugar de pausa para olhar para trás e perceber o caminho percorrido.
Porque comecei a escrever

Comecei a escrever por necessidade. Não por vaidade, nem por ambição. Escrever foi, desde o início, uma forma de organizar o caos, de dar nome ao que sentia e de não me perder dentro de mim mesma. Houve fases em que escrevia para respirar, outras para não gritar, outras ainda para agradecer. O blog nasceu como abrigo e acabou por se tornar casa — imperfeita, mas verdadeira.

O que mudou em mim ao longo dos textos

Ao longo destes textos, mudei. Não me tornei outra pessoa, tornei-me mais eu. Aprendi a escrever com menos urgência e mais presença. A aceitar que nem todos os dias trazem inspiração e que isso não é falha, é humanidade. Hoje escrevo com mais calma, mais intenção e menos necessidade de validação. E isso mudou tudo.

O que escrever me ensinou sobre silêncio, fé e constância

Escrever ensinou-me que o silêncio também comunica. Que nem tudo precisa de ser explicado ou defendido. Ensinou-me a confiar no tempo — e em Deus — mesmo quando as respostas não chegam na velocidade que desejamos. A constância, mais do que o talento, revelou-se o verdadeiro pilar. Estar. Voltar. Continuar. Mesmo em dias nublados.

O que ficou para trás

Ficaram para trás muitos medos. A pressa de ser lida. A necessidade de agradar. A comparação constante. Ficou para trás a ideia de que precisava de dizer tudo ou de me justificar sempre. Hoje sei que escrever também é escolher o que guardar. E isso é maturidade.

Para onde vou agora

Não faço promessas. Faço visão. Quero continuar a escrever com verdade, respeito e profundidade. Explorar novos formatos, novas formas de chegar a quem me lê, sem perder a essência. Este espaço continuará a ser um lugar de partilha honesta, onde a vida real cabe — com fé, com falhas, com esperança.

Cem textos depois, percebo que escrever não me ensinou apenas a comunicar melhor. Ensinou-me a viver com mais consciência, mais gentileza e mais coragem.

E isso, para mim, já é tudo.

Com carinho,
Daniela Silva 🤍

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1 comentário:

  1. Parabéns pelos 100 textos e certamente, muita coisa mudou depois do primeiro deles! Que venham mais e mais! beijos, chica

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