Havia uma brisa diferente naquele dia.
O sol não doía na pele, como noutras tardes.
E João sentiu que o silêncio entre eles, apesar de doce, escondia alguma coisa.
— “Estás estranha,” disse ele, depois de alguns minutos sentados frente ao mar.
— “Não é nada…” respondeu Lara. Mas evitou o olhar.
João esperou. Sabia que algumas verdades precisam de espaço para nascer.
E Lara, com os olhos presos ao horizonte, sussurrou:
— “Tenho medo.”
Contou-lhe de um amor antigo. De uma promessa que se partiu.
De como aprendera a sorrir sem confiar.
De como construíra muros que agora não sabia se queria derrubar.
João não a interrompeu. Nem tentou consolar.
Ficou ali, firme.
Como se dissesse com o silêncio: “podes ficar inteira, mesmo quebrada”.
Quando ela terminou, olhou para ele como quem teme o julgamento.
Mas encontrou apenas ternura.
— “Sabes,” disse ele, “a primeira vez que te vi, pensei: ela vai dar cabo de mim.”
Lara riu, surpreendida.
— “Porquê?”
— “Porque nunca vi ninguém tão bonita a fingir que não quer ser vista.”
Foi nesse momento que se aproximaram.
Sem pressa.
Sem planos.
O beijo aconteceu devagar, como se já tivesse sido sonhado antes.
Mas depois veio o medo.
Não o medo de amar.
O medo de que o verão acabasse antes que o amor soubesse o que fazer.
Naquela noite, João escreveu um poema e rasgou-o logo a seguir.
E Lara, antes de adormecer, disse baixinho para si mesma:
"Isto está a tornar-se sério. E eu não sei se estou pronta.”
Continua...
Com carinho,
Daniela Silva ✨️
O romance está evoluindo entre João e Lara! Lindo de imaginar!
ResponderEliminarTomara tudo termine bem, ainda que o verão acabe!
beijos praianos, chica
Bom dia, Daniela
ResponderEliminarEvoluindo e cada vez mais firme.
(Chica desculpe inserir o meu comentário mas não encontro
outro espaço).
Beijinhos
Olinda
Afinal ficou bem. :)
ResponderEliminarBom final de semana Daniela. Vi hoje que as mensagens que te mandei, não apareceram aqui. Grande abraço carioca.
ResponderEliminarAntes mandei várias.
ResponderEliminarOlá, Daniela!
ResponderEliminarO jeito é aguardar o final do verão para sabermos o que acontecerá, "algumas verdades precisam de espaço para nascer".
Parabéns pelo texto.
Bjs, Marli
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